Por melhor ator que seja, e de fato ele é o melhor entre os políticos, Lula não conseguiu disfarçar, ontem, seu abatimento depois que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, anunciou que irá julgá-lo no próximo dia 24 no caso do tríplex do Guarujá.

Em Brasília para uma cerimônia de novas filiações ao PT e lula 2018 cenário e uma palestra no Sindicato dos Bancários, Lula pareceu cansado, amargo e confuso. Nada a ver com a jararaca que encarnou quando foi levado coercitivamente para depor à Lava Jato.

Não contava, e ele mesmo admitiu para uns poucos, com o julgamento antes de abril ou maio. Até lá esperava já ter avançado na negociação com outros partidos para a montagem de uma coligação forte, capaz de sustentar sua candidatura a presidente.

Há nomes à esquerda dele que sonham em disputar a sucessão do presidente Michel Temer. O mais atrevido, Ciro Gomes do PDT, chegou a sugerir que Lula tivesse a iniciativa de abdicar de sua candidatura para coordenar a escolha de outra mais viável.

Murchou a esperança de pesquisa presidencial Lula de não ver confirmada pelo tribunal a sentença do juiz Sérgio Moro que o condenou à pena de nove anos e meio de cadeia por corrupção passiva. Ele já não aposta mais no êxito de recursos junto a tribunais superiores.

Como sempre quando se vê acuado, Lula pediu outra vez socorro ao PT. Disse que continua candidato não por pensar nele mesmo, mas para ajudar o partido. Admitiu que poderá abandonar o páreo caso o tribunal de Porto Alegre apresente provas de sua culpa.

Excedeu-se no uso de palavrões, marca registrada dos seus mais recentes pronunciamentos. Por fim, provocou os políticos amedrontados com o combate à corrupção para que reajam em defesa da classe. O que quer dizer também em defesa dele mesmo.

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